Poemas no e-mail

17 de novembro de 2012

Desancorar


10 de junho de 2012

The story of a head that ran from its feet


Once upon a time a bunch of different seeds of many shapes and colors were planted on the soil. Many species had to try really hard in order to survive.


So they started to grow the way they could and just like that they were able to develop their wisdom, persistence and strategy.

Each one of them trying to get as high as they could. Stretching their branches towards the blue sky.

The big trees had their branches growing higher and higher but at the same time they were growing away from the other trees since the planet is rounded.

Don’t understand? Ok, I’ll explain…

At the beginning the branches seemed to grow parallel from each other but when looking towards the sky you could tell that the top of each tree was far away from each other.
Growing this way they could no longer communicate or exchange new ideas.

So to keep a conversation they had to yell at each other but after a while it became harder and harder so they decided to stop trying. With time all the trees lost their ability to hear or speak. What a shame… It seemed now that they were so independent and didn’t even need each other anymore.

The heads were growing so so so so far away from each other.

They were aiming to the sky, going as fast as they could; fearless and that was making their communication disappear…

All I know is that for each centimeter they grew up another centimeter would grow down making sure the roots were well solid and supporting their balance.

Deep inside in the dark soil mixed with bugs and leaves, the roots were growing towards the planet’s heart and, unlike the heads, they were approaching other roots time to time because they all had the same goal and direction.

So each step up ahead would mean a step down below and that was the only way the trees would grow. The roots got closer and closer that their ends touched each other, and tangled up with a whole new way of dialogue without the words once used but with more meaning and a stronger soul. It was just like a friendly and caring hug.

And it was created, at this moment, the same strength that developed a bellybutton in each one of us boys and girls who are fruits from those old trees still requesting us to grow big but to never forget that for each step ahead we should always grow a step inside. And to be just like the trees that even speechless still talk to you and me.


PS: The same goes for the lovers. When developing their relationships sometimes for reasons caused by life and such they need to go apart from each other making everything harder but making sure to have their roots tangled up deep down supporting each other and keeping each other warm always with love and care aiming in the same direction.


Translation by Alice Campello

9 de junho de 2012

A história da cabeça que fugiu dos pés!


Criança! Ouça que história mais linda... e louca!

Certa vez, varias sementes, de muitas formas e cores, foram espalhadas sobre a terra. Muitas espécies buscaram sobreviver com muito esforço.

Foram crescendo, como podiam, desenvolveram-se com habilidade, persistência e muita estratégia!

Cada uma elevava-se o máximo que podia, estendendo cada galho ao céu mais infinito!
As grandes árvores exibiam galhos cada vez maiores e altos, mas à medida que cresciam, afastavam-se uma da outra, já que a terra é uma esfera!

Não entenderam? Então eu explico:

No início, os troncos mais altos, pareciam crescer bem paralelos, mas quando eu olhei lá do espaço sideral, percebi que cada cabeça, de cada árvore, estavam mais longe uma da outra! Assim, ficou cada vez mais difícil para que elas pudessem trocar ideias.

No inicio gritaram muito, mas uma já não escutava a outra e foram ficando surdas e mudas... Que pena, parecia agora que já eram independentes e não precisavam mais uma da outra. 

As cabeças estavam muito, muito, muito, muito longe mesmo!

Elas seguiram em direção ao espaço, velozes, imponentes, o que fazia piorar muito mais o dificultado diálogo, já que o som não se propagava no vácuo!

Mas sei que para cada centímetro que uma crescia para o alto, outro centímetro era necessário que crescesse para baixo, garantindo a cada uma, as raízes fortes para sustentar o equilíbrio e a resistência que se exigia para as tarefas do desenvolvimento!

La no fundo, sob a camada espessa de folhas, no escuro, junto aos insetos, as raízes iam crescendo para dentro do coração da Terra, e ao contrario das cabeças, aproximavam-se sempre e a cada momento, porque caminhavam em direção ao centro.

Cada passo para o alto, exigia um passo para dentro, só assim podiam crescer mais... E assim foram convergindo para um mesmo ponto, até que seus pés profundos tocaram um ao outro, emaranhando-se num outro tipo de diálogo, sem palavra, mas com sentido, com uma alma antiga que lhes beijava... Um abraço carinhoso e amigo. Amalgamaram-se!

Formaram ali, naquele instante, um mesmo abrigo que fez nascer um umbigo na barriga de cada menina e menino, que são os frutos dessas árvores antigas, que agora, pede que cada um cresça também, mas lembrando que para cada passo para o alto, devemos também dar um passo para dentro, como as grandes árvores antigas, que mesmo mudas, conversam contigo e comigo!

Agora vamos lá para o pomar, comer jabuticaba e batucar uma cantiga!


PS: Assim também são os amantes, que quando crescem, pode ser que se distanciem pelo desenrolar dos fatos que a vida exige, calejando os caules, mas suas raízes precisam estar emaranhadas para que um mantenha o outro aquecido sempre num abraço cheio de amor e ternura!

"Essa história é para minha querida e amada Adriana Vilczak, que é minha árvore cheia de vida, mas que agora vai distanciar-se por um momento! Agradeço pela sabedoria que tivemos no momento em que estávamos cultivando raízes bem profundas!!!"