Poemas no e-mail

28 de janeiro de 2011

Encerrai a cavalgada!

Quixote! Encerrai a cavalgada!!
Invejai-me, aqui jaz Dulcinéia...
Serena em meus lençóis!

Platão! Libertai da caverna os homens adormecidos
Apaga a lanterna, tenho aqui a luz!
Reina ao meu lado a beleza!
Paz de Zeitgeist nos alvéolos

Zaratustra, interrompe tua jornada!
Já que o que chamas de super
Nutre-se da mesma terra que lavro

Freiras em orações calem os soluços sem endereço certo
Budas! Silenciem os guizos obtusos
He encuentrado El fuego de las busquedas áridas!

Jaze deitada em meu peito
Aquietada
A musa que amamento
Em meu leite se alimenta...

Na soma da paz que há no mundo, me multiplico!

Wall street! Encerrai o pregão por hoje!
A riqueza se concentra em meu jardim
Pisca os olhos, me sorri se graça
Wikileaks não tem lastro escrito
Que denuncie meus instintos
Te convido para o brinde e brincar de contar segredos
Facebook não tem quizz que me desminta
A velha internet como a ponte antiga da dinastia Ming
De bambu ainda, ou madeira
Inúteis tentativas de Hackers
Sugiro que descansem essa noite
Jamais crianças! Não vendam as ações majoritárias
As vantagens de viver no paraíso
Respiro profundo nessa noite fria
Estico meus braços... te sinto ao lado
Ao alcance do toque eterno
Completa
Inteira
O rosto que desmorona
Que importa Deus?